Debaixo do mesmo manto
23-05-2026
Quando as famílias começaram a chegar a Fátima, já havia histórias para contar.
Na véspera, cerca de sessenta alunos tinham saído do Covão do Coelho rumo ao Santuário. Os quilómetros fizeram o que costumam fazer: esticaram as pernas, aproximaram pessoas que raramente conversam na escola e deram assunto para o resto do fim de semana. Pelo caminho houve Terço, meditações, missa de acolhimento, procissão das velas e a inevitável passagem pelo Apollo Caffè.
Na manhã seguinte, antes do programa principal, houve tempo para visitar os Servos do Coração Imaculado de Maria e escutar o Pe. Luigi Polvere, com uma palestra inspiradora e tocante.
Depois, Fátima fez aquilo que faz todos os anos. Os corredores começaram a encher-se de famílias, os coros de alunos e pais ocuparam os seus lugares e as caras conhecidas apareciam com naturalidade.
Quando o dia terminou, Lisboa e Porto voltaram a separar-se no mapa. Aos pés de Nossa Senhora, tinham passado o dia inteiro sem dar por isso.
